Notei um funcionário usando fones de ouvido com cancelamento de ruído. Não fones de ouvido. Aquelas grandes, acolchoadas e com sobre-orelha que criam um universo pessoal minúsculo. Perguntei se estava tudo bem. Ele disse que sim, que só estava tentando se concentrar. Eu disse a ele que valorizamos o foco, mas o isolamento pode ser interpretado como resistência à colaboração. Ele disse que está literalmente sentado na mesa fazendo seu trabalho. Eu disse a ele que rastreamos a presença humana, não apenas a saída. Ele perguntou como a presença é medida. Eu disse de forma imperfeita, por isso é tão importante. Depois registrei "evitando oportunidades espontâneas de construção cultural" no perfil de engajamento dele.