Meu blog semanal está de volta. E meu primeiro ensaio é sobre as consequências do eLife, o periódico científico. Há dois anos, Michael Eisen foi demitido de seu cargo de editor-chefe após retuitar um artigo satírico (do The Onion) sobre a guerra em Gaza. Exceto... Não foi exatamente por isso que ele foi demitido. As tensões já vinham crescendo entre a equipe de liderança do eLife e seus editores e leitores. O periódico passou anos reformando a publicação científica, e muitas pessoas ficaram incomodadas com isso. Primeiro, o eLife exigia que os autores publicassem preprints antes de submeterem para o periódico. Depois, eliminaram completamente as decisões de aceitar-rejeitar. Mas Eisen percebeu cada vez mais que essas políticas estavam em desacordo com as normas da comunidade científica que ele tentava reformar. Então, quando Eisen enviou seu tweet, o conselho teve uma desculpa para se livrar dele. Essa é aquela história. Espero que você leia. P.S. Esta história na verdade não é sobre eLife, Eisen, sua demissão, liberdade de expressão ou qualquer outra coisa. Trata-se do que acontece com aqueles que tentam mudar as estruturas de incentivos da ciência. A eLife é apenas um periódico — um jornal entre milhares — em meio a um mar de outros periódicos. Sua ascensão, queda e existência contínua são arbitrárias, assim como tantas outras coisas sobre a forma como fazemos ciência. Blog: