Por que o Irã está deixando o Japão passar por Ormuz (é medo, não favor) O Irã não está sendo gentil com o Japão ao deixar seus navios passarem pelo Estreito de Ormuz. Está agindo por medo e cálculo. O Japão depende de Ormuz para ~70% de suas importações de petróleo. Se o estreito permanecer bloqueado, Tóquio tem tanto a motivação quanto a capacidade de agir. E, ao contrário da maioria dos países, o Japão não está apenas disposto. É capaz. O Japão é uma grande potência naval. Diferente dos países da Europa continental que priorizam exércitos e forças aéreas para se defender de ameaças terrestres (como a Rússia), o Japão é uma nação insular cercada pelo mar. Qualquer ataque contra o Japão teria que acontecer por meio de forças navais. Portanto, para o Japão, o exército é menos importante, enquanto a marinha é crítica. Comparada aos países europeus, a marinha japonesa é significativamente mais forte. Embora o Japão não opere oficialmente porta-aviões, possui múltiplos "destróieres de helicópteros" (quase-porta-aviões) com fortes capacidades de combate de curto alcance. O Japão também dá grande importância aos varredores de minas, pois teme que países hostis possam implantar minas navais ao redor de suas águas e cortar seu comércio externo. A tecnologia de varredura de minas do Japão está entre as melhores do mundo. Se o Japão se juntar às missões de escolta dos EUA, o equilíbrio em Ormuz muda instantaneamente. Teerã sabe disso. Então está tentando neutralizar o interveniente potencial mais crível antes mesmo de agir. Na geopolítica, a força molda o comportamento e até os adversários fazem exceções quando o outro lado pode realmente apoiá-lo.