Leena Nair sobre porque os traços de liderança mais "não empresariais" são na verdade a sua maior vantagem competitiva. Começando de Kolhapur, Índia, Leena Nair subiu nas fileiras da Unilever para se tornar a primeira mulher, a primeira asiática e a mais jovem CHRO de sempre. Hoje, ela é a CEO Global da Chanel. E ela lidera de forma diferente de quase qualquer outra pessoa no seu nível. "Não ouvimos isso o suficiente nos negócios — as pessoas não se importam com líderes compassivos e empáticos. Não vemos modelos a seguir suficientes assim." Então, ela decidiu se tornar um. Em reuniões, ela insiste em ouvir todas as vozes na sala, não apenas as mais altas: "Eu realmente acredito na inteligência coletiva. A voz de todos importa. Perspectivas diversas são importantes para mim." Ela conhece os nomes e rostos de 37.000 pessoas, e está trabalhando para conhecer o resto. "Se você me contou uma história da sua vida, eu vou saber. Eu nunca vou esquecer." Mas a empatia, na sua visão, nunca foi feita para substituir a decisividade. "Faça as coisas difíceis. Faça isso de forma decisiva. Mas faça com compaixão, mantendo em mente o ser humano que está no final, que é impactado pelas suas decisões." A sua definição de liderança holística cobre todos os alavancadores do negócio simultaneamente: marca, clientes, pessoas, sustentabilidade, planeta. Não como uma declaração de valores, mas como uma filosofia operacional. "Os negócios têm que prosperar juntos. Essa é uma das minhas crenças fundamentais." A lição: bondade e desempenho não estão em oposição. No mundo de Leena, um potencia o outro.