AMÉRICA ENTRA EM CONTATO COM O IRÃ PARA ENCERRAR A GUERRA Segundo fontes diplomáticas, Marco Rubio entrou em contato com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, por meio de Omã, como parte de um esforço americano para explorar um caminho para o fim da guerra. A mensagem trazia uma única pergunta direta: o que o Irã quer para acabar com a guerra? Teerã inicialmente não respondeu. Pouco depois, a França foi encarregada de fazer a mesma pergunta na tentativa de reabrir o canal diplomático. Desta vez, a resposta de Teerã foi explícita: "Não estamos tentando parar a guerra. Ainda há objetivos que precisam ser alcançados." Apesar da retórica pública de Donald Trump e de autoridades em Washington que afirmam ter sido sucesso no campo de batalha, a discreta abordagem diplomática sugere um cálculo muito mais cauteloso nos bastidores. Os Estados Unidos parecem acreditar que a pressão militar sustentada acabará forçando o Irã a aceitar condições favoráveis a Washington para encerrar o conflito. Teerã, no entanto, está sinalizando o oposto. Autoridades iranianas indicam que estão preparadas para um confronto prolongado e não vão ceder sob pressão. A guerra, portanto, evoluiu para um confronto estratégico de resistência, um teste para ver qual lado pode suportar o maior custo, absorver a pressão crescente e, em última instância, obrigar o outro a recalibrar sua posição. Por trás das narrativas do campo de batalha e das declarações públicas de vitória, a verdadeira luta está ficando clara: não quem ataca com mais força, mas quem aguenta mais.